Paysandu Sport Club 
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24 de Novembro de 2017

Diretoria bicolor participa de debate sobre a volta da bebida alcoólica aos estádios

Em sessão especial realizada na manhã da última quinta-feira (23), na Câmara Municipal de Belém (CMB), com a presença de várias autoridades direta ou indiretamente ligadas ao esporte, a Diretoria do Paysandu Sport Club se posicionou a favor da volta da bebida alcoólica aos estádios de futebol da capital paraense. A proibição da comercialização e do consumo do produto pode acabar na próxima terça-feira (28), quando será votado o veto do prefeito da cidade ao projeto de lei de autoria da vereadora Marinor Brito e do ex-vereador Pio Neto, aprovado pela CMB em novembro de 2015.

Em seu discurso no plenário, o presidente Tony Couceiro fez uma série de questionamentos acerca do assunto. "Após a proibição das bebidas, nós conseguimos evitar a entrada de pessoas bêbadas ao estádio? Não! A não venda de bebidas no campo é uma punição para toda a sociedade. O futebol é o único evento particular que conta com o apoio do Estado, mas é também o único evento particular que tem proibição de bebida alcoólica. Em todos os shows, e em tudo o que diz respeito a entretenimento, existe a venda de bebida alcoólica e não é proibido em lugar nenhum, só no futebol", afirmou.

O presidente Tony Couceiro representou o Paysandu na bancada da CMB

O vereador Gustavo Sefer lembrou que 16 estados brasileiros, além do Distrito Federal, já permitem a venda e o consumo de bebidas nos estádios. "Vários estados já voltaram atrás, no Nordeste inteiro praticamente há essa liberação. Eu até sugiro um limite de venda de bebidas com, no máximo, 10% de teor alcoólico para que fique apenas na venda da cerveja. Acho que o caminho é esse, para que possamos tomar a melhor decisão para esse povo que vive e respira futebol", argumentou.

Diretor de Segurança da Federação Paraense de Futebol (FPF), Claudio Santos apresentou uma série de estudos e pesquisas, entre eles um levantamento feito na Inglaterra sobre um grupo de torcedores. "Chegou-se à conclusão de que é insignificante a relação do álcool com o comportamento violento dos Hooligans. A desordem que eles provocavam estava muito mais relacionada com a impunidade, a relação álcool e violência na Inglaterra, onde começaram os estudos sobre isso, se mostrou insignificante. A conduta violenta não foi relacionada ao álcool. Não há no Brasil nenhum estudo que comprove cientificamente que o álcool influência um comportamento violento", defendeu.

O superintendente de Futebol, Vandick Lima, e o vice-presidente de Operações, Alexandre Pires, também participaram da sessão especial como representantes do Paysandu

Claudio Santos também apresentou dados nacionais, alguns que mostram o prejuízo que o veto às bebidas pode causar no acesso do público. "A cada quatro cervejas vendidas no Brasil, somente uma está relacionada ao futebol. Apenas 5% da população brasileira associa consumido de bebidas alcoólicas nos estádios à violência. Essa foi uma pesquisa feita para a Copa do Mundo de 2014 por um advogado especializado em Direito Esportivo. Já em um estudo sobre a entrada da torcida, o horário de abertura dos portões dos estádios, que funcionam com três horas de antecedência, foi levado em consideração, mas apenas 10% das pessoas entram na primeira hora. Na segunda, cerca de 30% e o restante entra na última hora, sendo que mais de 80% deixam para entrar faltando 30 minutos para o jogo começar", pontuou o diretor.

Se o veto da proibição for derrubado pela CMB durante a votação, a venda e o consumo de bebida alcoólica nos estádios de Belém vão estar liberados depois de quase uma década.

Além do presidente Tony Couceiro, o vice-presidente de Operações do clube, Alexandre Pires, e o superintendente de Futebol do Paysandu, Vandick Lima, participaram do evento.

Texto: Jorge Luís Totti
Imagem: Dicos/CMB
















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